10/10/2009

O renascimento de um blog



Uma nova fase vai se iniciar para o "Legenda Urbana". Este blog está perto de completar seu terceiro aniversário, e não quero que esta data chegue sem uma mudança que justique sua existência por tanto tempo. Nos dois últimos anos, a faculdade que concluí consumiu muito do meu tempo; somando alguns problemas pessoais e perdas irreparáveis, minhas postagens ficaram muito raras, mas eu quero que este espaço virtual continue sendo motivo de orgulho para mim.

E o universo parece ter conspirado à favor para que eu remova o "Legenda Urbana" do coma induzido que ele foi colocado. E a dedicação um amigo blogueiro tem servido de exemplo para que isso aconteça. O Alan Niemies do "Análise Blogueira". Ainda vou agradecer mais vezes, mas começo agora: Obrigado Alan!!!

Primeiro criei a coragem para submeter meu blog a uma análise completa do Alan em seu outro projeto que gratuitamente faz a resenha de blogs. A resenha para o Legenda Urbana saiu no dia 13/09/09, e você pode conferir aqui. Desde lá tenho procurado aplicar os conselhos que recebi, e muita coisa já mudou!

A renovação de layout, e principalmente de mentalidade já se iniciou.

E para não ficar apenas no discurso de renovação, este blog é um dos 43 participantes do desafio de 7 dias do "Análise Blogueira" para a otimização de nossos espaços virtuais. Portanto durante esta semana, postarei diariamente a minha experiência neste desafio. Espero que de alguma forma possa ajudar também quem não se inscreveu a tempo, mas deseja elevar seu blog a um patamar superior.

É isso! Para o alto, e avante!

21/08/2009

Desabafos constrangedores

Eu me considero um bom ouvinte, e esta característica é percebida pelas pessoas que precisam desabafar seus problemas pessoais ou profissionais. O que ocorre é que essas pessoas resolvem me contar o que as incomoda encenando a situação vivida, mas com um acréscimo considerável de coragem.

Afirmo isso porque duvido que alguém falaria de forma tão agressiva com um chefe sem sofrer as consequências de tal ousadia. Como duvido também que um(a) namorado(a) ficaria sem ação diante das coisas que ouço no lugar dessas pessoas.

Se imagine caminhando pela calçada com alguém praticamente gritando com você, e colocando o dedo indicador na direção do seu rosto como se você tivesse feito algo inaceitável, e merecesse toda aquela repreensão pública... As demais pessoas na rua, todas olhando para a sua cara de tonto. Se fosse possível enxergar os pensamentos como nas histórias em quadrinhos, eu veria nas pequenas nuvens as pessoas me considerando um banana...

Aí eu faço questão de perguntar em voz alta algo como: - E depois, o que aconteceu?

Tudo para que as outras pessoas entendam que aquela agressividade não era para mim, e parem de me olhar com reprovação... Qualquer dia alguma velhinha vai bater na minha cabeça com uma bengala ou guarda-chuva. Pode ser cômico para você, mas eu tento evitar que não seja trágico para mim... Parece besteira, mas eu me incomodo com isso.

E como fazer para a pessoa que confia em mim parar de agir dessa forma? Não sou psicólogo. Apenas um bom amigo que não merece que um caminhão de raiva seja despejado na minha cabeça. Passar a evitar essas pessoas? Não desejo isso...

E eis que surge uma brecha para introduzir um assunto novo, ou quem sabe também desabafar as coisas que preciso, mas não... As pessoas em geral não são boas ouvintes, e estão interessadas apenas em descobrir quem as ouça. E para piorar ainda fico com a fama de um cara fechado e misterioso.

Não tem jeito. Cada vez mais me torno um ermitão na metrópole. (Como se isso fosse possível...) Acho que vou cultivar uma longa barba branca e receber em casa essas pessoas que não querem ou não podem pagar por um divã. Só não saberão que por trás de óculos escuros eu durmo profundamente. zzzzzzzzzzz....


01/08/2009

Portabilidade Pessoal


Nos dias de hoje ouvimos muito falar de portabilidade, mas e se pensarmos em portar o que somos para situações melhores? A melhor coisa que pode acontecer para um consumidor é o aparecimento de concorrentes, e se nesse raciocínio cada um de nós é um produto, o que não falta é concorrência.
Para nascer você precisou de uma vaga na maternidade. Desde suas primeiras visitas ao pediatra, os outros bebês disputaram pelas suas consultas. E a vaga na escola pública? Foi fácil conseguir? Nem sempre é...
Então você cresceu e deve se lembrar quantas empresas não lhe deram oportunidades pela falta de experiência, e que assim pode ter demorado a vencer seus concorrentes e ingressar no mercado de trabalho. Teve que disputar paqueras, ou por uma paixão? Então vamos lá! Se você precisa provar suas qualidades para vencer a concorrência, porque não pensar que aqueles que disputam a sua preferência devem fazer muito por merecer?
Está na hora de dar o troco, então vamos ampliar o conceito de portabilidade! Tudo tem a ver com valorização. Tente encontrar qual serviço lhe atende como você merece!
Eu escrevi que se trata de uma "tentativa" porque a incompetência é contagiante assim como é a idiotice. Trocar um serviço qualquer dificilmente vai te poupar da incompetência. Não prego a intolerância... Todos têm o direito de errar, mas perceba que não é pedir demais ser atendido de maneira profissional.
Caso contrário, ao trocar seis por meia-dúzia vai fazer com que em poucos meses depois você queira trocar meia-dúzia por seis. Se não há monopólio, devemos tentar...
E na vida pessoal? Cabe a portabilidade? Em alguns casos sim. Não podemos trocar de time de futebol sem a acusação de ser "vira-casaca". Escolher um time para torcer é como um carimbo que aplicam na testa das pessoas. (Em alguns casos é mesmo...) Muda-se de ideologia política, de religião, e até de sexo, mas não se muda de time. E daí se o seu time lhe cola uma imagem de perdedor? (Não é o meu caso, hein? Até que meu time tem muitas fases felizes...)
Já com a portabilidade matrimonial, pense no fim do lema "unidos até que a morte os separe". Neste caso um indivíduo pode levar seus defeitos e qualidades para uma pessoa diferente, desde que deixe os bens no compromisso anterior. Favor não confundir com promiscuidade, afinal eu não disse que praticar a portabilidade temporária de órgãos genitais o livra das punições do contrato em vigor.
Brinquei um pouco agora no final, mas não basta um indivíduo portar o seu corpo para dentro de roupas que passem uma idéia de quem ele não é. Vestir um belo terno, calçar um bom par de sapatos, pode ser bacana, mas a nova casca não vai fazer ninguém íntegro. O cérebro não é um chip que pode ser trocado de corpo, então não aceite menos do que você merece!

20/07/2009

Should I Stay or Should I Go?

Quem ainda não passou pela sensação de ter algo dentro do peito sugerindo que existe algo de errado? Você não tem a menor idéia do que possa ser, mas sabe que em algum momento deveria ter virado à direita ao invés da esquerda. Quando não é dentro do peito, é como se fosse uma espécie de "estalo mental".

Tempos atrás respondi a um e-mail para uma grande amiga que vive diariamente a vontade de mudar seu caminho. Discutíamos a antecipação da famosa "crise dos quarenta anos", e me veio a inspiração de responder que às vezes não conseguimos entrar à direita porque não era o momento. Um bloqueio nos faz entrar à esquerda porque fomos vítimas de uma piada do tempo.

Isso vai contra o princípio de livre-arbítrio, mas na maioria das vezes não foi o tempo... Foi a nossa escolha mesmo! Mas como seria a vida sem o livre-arbítrio? Talvez um grande teatro onde atores e atrizes não precisam improvisar porque nunca erram o script. Personagens marionetes vivendo o dia-a-dia já conhecendo o que está escrito nas últimas páginas... Interessante isso? Não acho.

Se aprende muito errando. E o arrependimento é um sentimento dúbio. É uma consciência de perda amenizada justamente por saber que fomos inteligentes o bastante para valorizar nossa liberdade de escolha. Existem erros que nunca poderão ser corrigidos, mas ao menos serviram para ensinar a malandragem de saber evitar as armadilhas das próximas bifurcações.

Quando erramos podemos demorar muito para ter a consciência plena da besteira. Tudo segue aparentemente bem, mas é como se tivéssemos conseguido uma adaptação em um caminho que não era o nosso. E ajustar o caminho errado não é conformismo. Somos absolvidos justamente por buscar a mudança. Não dizem que o ser humano é um eterno insatisfeito?

E o que as pessoas chamam de "crise dos quarenta anos" é esse estalo mental que nos faz questionar os caminhos percorridos e a intensificação da pressa para descobrir em qual bifurcação mudar o futuro quando o planeta der a próxima volta.

Se não podemos usar o "backspace", vamos aprender a dar o "enter" na hora certa!

(Por falar em mudanças, vou voltar a postar com mais frequencia, e para marcar esse momento, mexi um pouco no layout do blog... Antes later do que never! rs...)

22/04/2009

Poltergeist Eleitoral Gratuito


O Senado Federal está prestes a nos dar uma má notícia.
Aha! Peguei você pensando na definição de pleonasmo!!!
O fato é que é possível que entre em pauta um projeto que visa quase dobrar o tempo de exposição em rádio e televisão da propaganda eleitoral gratuita em anos que não tem eleição. Aquelas propagandas que passam ao longo do dia que fazem você se lembrar de alguns fantasmas do passado que não conseguem mais se eleger nem para síndico do cemitério.

Só que esse aumento não é para todos... Apenas os grandes partidos teriam o tempo ampliado.
Eis que em um momento de ameaça os partidos nanicos se unirão para travar essa votação, e nos salvar dessa invasão à domicílio prolongada... Não é bem isso... Querem tentar atrapalhar os planos dos maiores partidos para quem sabe ter os seus horários dobrados também. É óbvio!
Há quem pense que o horário eleitoral gratuito é uma concorrência desleal aos programas de humor, mas entendo que concorrem de fato com os filmes trash do Sr. José Mojica Marins, e que deveriam entrar no ar somente depois das doze badaladas noturnas.
Será que ao escolherem o local para erguer Brasília checaram se não havia algum antigo cemitério indígena soterrado? Venha para a luz, Caroline!
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