29/05/2008

Democracia X Autocracia



Nosso presidente adora fazer metáforas ligadas ao futebol. Foram tantas que perdi a conta... Pode ser que ele utilize esse recurso para se comunicar em uma linguagem que o povo brasileiro compreende com facilidade, mas não sei bem se é o caso.

Baseado nisso, hoje vou imitá-lo e usar o discurso de um técnico de futebol para demonstrar que as pessoas comuns que recebam algum tipo de poder podem experimentar aberturas de pensamento, mas na verdade o que lhes dá prazer é tripudiar e humilhar. Isso rende um post gigante com outra abordagem. Quem sabe um dia eu escreva sobre isso. No momento, vamos aos discursos opostos...




Primeiro tempo

- Antes de subirmos, gostaria de propor algo diferente para o jogo de hoje...
Quero a participação de todos! Um de cada vez vai nos dizer como gostaria de jogar.

Se quiserem mudar a forma de jogar, ou se ficarão mais satisfeitos jogando em outra posição, é só sugerir...

Vou dar essa liberdade a vocês porque acredito que a força da nossa equipe está baseada na diversidade de personalidades, e vai ser muito importante ouvi-los!
O momento é agora! Quem gostaria de começar opinando?

Segundo tempo

- Não quero ouvir um pio! Todo mundo calado! Agora vocês vão ouvir!!!

Que palhaçada foi aquela? Vocês pensam que podem fazer o que quiser? Aqui tem comando! Não perceberam isso ainda? Eu determino e vocês obedecem! Está claro?

Essa anarquia vai acabar!

O que você está cochichando? Não falei que não quero ninguém opinando?

Joguem com disciplina e determinação! Esmaguem o adversário!Agora voltem lá, e façam o que eu mandei!

30/04/2008

Guitar Hero: A salvação!


Em qual planeta você esteve nos últimos três anos se nunca ouviu falar no “Guitar Hero”? Só que na verdade eu acredito que a idéia para este jogo para Playstation é de outro planeta...
Jogos vendem mundos de ilusão, nos quais podemos esquecer da vida real por algum tempo, como uma forma de reabastecimento de felicidade. E isso o Guitar Hero faz com maestria! O nível de concentração necessário para acompanhar as notas que deslizam pela tela faz desaparecer os objetos e paredes da sua casa; e na sua mente surge um palco repleto de efeitos especiais, e uma platéia enlouquecida que te venera...


É, eu gosto de exagerar um pouco... Mas entenda que eu sou daqueles que acompanham os grandes clássicos do rock empunhando guitarras, e baixos invisíveis. E às vezes meus dedos se transformam em baquetas, e minha mesa vira a bateria do Neil Peart. Mas o que eu “toco” com mais virtuosismo é a guitarra! Sou um estupendo guitarrista imaginário! Hehehe...

Desde o surgimento do Guitar Hero, sempre tive vontade de experimentar deixar minha guitarra invisível de lado, e compensar minha falta de habilidade com uma guitarra de verdade de uma maneira mais interessante.
Tenho instalado em meu computador uma versão simplificada do Guitar Hero, que faz meu teclado sofrer no tempo livre que consigo, mas não é a mesma coisa... A posição das mãos, e o fato de estar sentado só valem como uma experiência paliativa.

Nessa semana encontrei em um fliperama, a máquina com a famosa guitarrinha sem cordas, e fui lá comprar as fichas e experimentar. Só que me contive e fui bastante discreto. As peripécias eu só faço quando estou sozinho... rs...

Mas dessa vez comecei a enxergar o Guitar Hero como uma salvação do bom gosto musical da próxima geração. Fiquei por algum tempo acompanhando a molecada que “tocou” depois de mim, e na minha frente foram surgindo o Alex Van Halen, o Slash, o Tony Iommi, o Richie Blackmore, o Jimi Hendrix... Fiquei emocionado em ver os meninos comentando como eram maravilhosos os clássicos do rock que eu imaginava que essa geração não ouvia. Não tinha nenhum emo lá!!!

Graças a Deus existe o Guitar Hero, e não o Cavaquinho Hero, ou o Pandeiro Hero.
O bom gosto agradece, e eu também!

22/04/2008

O petróleo é nosso?


Fato número 1:
Uns quinze dias atrás o Brasil encontrou em sua costa marítima aquele que pode ser o terceiro maior poço de petróleo do mundo. Se toda essa capacidade se confirmar, a descoberta vai colocar nosso país em um outro patamar no cenário internacional.
Tal possibilidade já rendeu comentários na imprensa internacional de que o Brasil ingressa em uma Golden Age. O Presidente Lula, já começa a ser apelidado de Sheik.
Antes dessas boas notícias, recentemente foi comemorado que os créditos do Brasil no exterior já superam a dívida externa, e isso cria condições para o Brasil quitar toda a sua dívida. Ou seja, o Brasil não quitou sua dívida externa como muitos entenderam... O que acontece é que se o Brasil quiser usar suas reservas para quitar a dívida, isso já é possível, mas não seria nada prudente “torrar” as reservas do país no momento que a crise financeira americana ameaça fortemente se espalhar pelo mundo. Nossa frágil economia precisa dessa reserva para se precaver.
De qualquer forma, o momento de boas notícias vivido pelo Brasil era inimaginável! Nossa moeda crescendo enquanto o dólar despenca. Alguém pode me beliscar?

Fato número 2:
O porta-aviões americano George Washington, duas fragatas, e cerca de cinco mil tripulantes estão desde este final de semana na Baía da Guanabara. Vieram para um exercício naval e troca de experiências técnicas entre EUA, Brasil, e Argentina.
É um evento que acontece desde 1959, e a Marinha do Brasil informou que serão realizados vários exercícios de guerra anti-submarino, de superfície e antiaérea, além de manobras transferência de combustível. O ponto alto será uma situação de crise fictícia.

Teoria da Conspiração:
Os paladinos da justiça no planeta se apresentam para resolver os conflitos mundiais justamente onde existe riqueza de petróleo. No momento que o Brasil desponta como potência emergente, e mantém laços de amizade com lideranças perigosas à influência americana na América latina, os EUA resolvem brincar de mostra o seu que eu mostro o meu. A mais poderosa arma de guerra americana ao lado dos navios brasileiros e argentinos. (Detalhe, o porta-aviões brasileiro São Paulo está em reparos.)
Teriam crescido os olhos, e pedido um pedaço do bolo bonito que o Brasil descobriu?
Olá garotinho! Me dá um pedaço desse bolo? Não é porque eu estou de camiseta regata mostrando os meus poderosos músculos, mas como uma prova de amizade...
Um fato não tem nada a ver com o outro, mas acabo de arrumar uma nova desculpa se eu demorar a postar de novo, não é Mel Gibson?

04/03/2008

Paul Watson, o afundador de baleeiros


Quando nascemos em um país sem guerras, e com razoáveis condições de sobrevivência, a tendência é crescer sem se preocupar com o que está além do universo do próprio umbigo. Estudamos, trabalhamos, compramos objetos supérfluos, e durante a noite nossa cabeça repousa tranqüila.

Em Novembro de 2000, lendo a revista Superinteressante, descobri em uma entrevista, um ser humano diferente. Um verdadeiro herói sem superpoderes. O capitão Paul Watson, o afundador de baleeiros!

Em 1970, era um hippie movido pela coragem de colocar a própria pele em risco para encabeçar a ONG mais conhecida do mundo. O Greenpeace. Só que sete anos mais tarde, ele deixa o Greenpeace por entender que precisava ser mais ativo, e menos burocrático. Segundo ele, ambientalistas não devem estar mais preocupados em vender produtos do que defender o planeta. Nascia assim a Sea Shepherd. (Eles também vendem suas camisetas, e aceitam doações, mas eles partem para a guerra. Não ficam na diplomacia inútil).

Nesses 30 anos de atuação, já afundaram 11 baleeiros. Simples assim... Com um navio mais rápido e mais pesado, ele força a colisão, e causa avarias nos baleeiros até afundá-los! Já foi preso dúzias de vezes, mas essa é a sua missão neste planeta azul. A caça sanguinária das baleias passou a ser menos rentável se existe um navio pelos mares com a missão de destruí-los.

A cada afundamento, seu navio “Steve Irwin”, recebe uma pintura como marca do feito. Pode ser a bandeira do país do baleeiro com seu respectivo nome, ou a tradicional bandeira pirata para os navios que não sejam patrocinados por uma pátria específica. Segundo Watson, ainda falta uma bandeira do Japão nessa coleção que você pode apreciar abaixo:



Mas neste mês, o “Steve Irwin” alcançou o baleeiro japonês “Nisshin Maru” no Oceano Antártico, e pelo seu porte não pode ser abordado pelos métodos anteriores. Não afundaram, mas já atrapalharam em muito a continuidade das atividades do “Nisshin Maru”. Centenas de garrafas contendo um preparado químico altamente corrosivo, e de péssimo odor, foram atiradas para o interior do navio.

Os japoneses alegam que 3 marinheiros foram atingidos, e que o líquido feriu seus olhos. O governo japonês classificou o ato como imperdoável, mas Watson se defende dizendo que este ataque foi filmado, e que nenhum projétil caiu perto dos marinheiros. O confronto criou um incidente internacional que ainda terá bons capítulos. Vamos aguardar...

Enquanto isso peço que você leia o conteúdo os links indicados.

A revista Trip, em Dezembro/07 também o entrevistou o Paul Watson, e você pode ler aqui a entrevista na íntegra.

06/02/2008

Beatles in the sky with Maharishi Yogi


Quando criança, desenhava o sol e a lua como eu os imaginava. Alguém tinha desenhado no céu, e eu só tinha que copiar. Não tinha percepção de que se tratava de algo físico.

Os desenhos animados me ensinaram que dava para "pousar" em alguns desses pontos luminosos, mas nada se compara com o dia que visitei um planetário. Lembro com detalhes da narração, do projetor, e das várias surpresas e descobertas que fiz naquele dia. Literalmente um novo universo se abriu para mim.

Desde então tenho fascínio pelo espaço. Não o suficiente para cursar Astronomia, mas um enorme interesse pelo desconhecido em geral. Um fenômeno explicado pela ciência é como se alguém me contasse um filme que agora não quero mais assistir...
Incoerente, não? Tenho sede de respostas, mas as mesmas são o fim de um prazer.

Será que o que ainda será descoberto é mais interessante que a ficção? Mais trash que Barbarella? Mais desbravador que Jornada nas Estrelas? Mais aventureiro que Perdidos no Espaço? Uma saga com mais riqueza de detalhes que Star Wars? (É melhor não citar o Pequeno Príncipe, porque esta obra só miss costuma exaltar...)

Bem, e no início dessa semana a Nasa lançou ao espaço através de uma antena em Madri, "Across the Universe", uma das músicas dos Beatles que eu mais gosto. A transmissão foi na direção de Polaris, que fica aqui pertinho... Apenas 431 anos-luz da Terra.
O que pensarão de nós os Polarianos? Mais psicodélico que "Across the Universe", apenas "Lucy in the Sky With Diamonds".

Essa fase barbuda dos Beatles foi muito influenciada pelo guru indiano Maharishi Yogi, conhecido pela meditação transcedental. Agora veja como algumas coincidências tendem para o desconhecido que tanto me interessa... Um dia após as transmissões da Nasa, rumo a Polaris, faleceu Maharishi Yogi.

Teria sua essência se interessado em uma carona?

Jai guru deva, Om!
Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world.
Jai guru deva...
Jai guru deva...
Jai guru deva...
Jai guru deva...
Jai guru deva...
Jai guru deva...
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