06/01/2009

O Ritmo do Mundo

Caminhe pelas ruas de uma metrópole pensando em como resolver suas questões, e pronto... Lá vem ele para atrapalhar seu raciocínio! O planeta parece não querer que você se prepare para o próximo lance no jogo da vida.

Pessoas se jogam na sua frente como se você fosse invisível? Carros resolvem atravessar a calçada no exato segundo que você atravessaria a garagem? Pessoas que andam vagarosamente mudam de rumo repentinamente quando você vai ultrapassá-las?

Talvez não seja uma boa ideia (Sem acento agora...) pensar em seus problemas enquanto caminha. Antes fosse porque alguém lhe pergunta um endereço, que horas são, ou uma interação qualquer da vida em sociedade. Mas não é isso. Me refiro à falta de sincronia com o mundo. Você acelera e ele freia. Experimente frear para vê-lo acelerando...

Pode ser uma espécie de proteção que fez perder tempo e concentração, mas me livrou de enrascadas que eu nunca soube, e espero continuar sem saber.

Só que mais preocupante é quando a sensação de errar o tempo das coisas se torna frequente (Agora sem o trema...). É a menina que tem tudo a ver com você que começa a namorar quando você está solteiro e pensando nela; É o chefe novo que chega zerando as reputações justamente quando você é a pessoa mais competente do departamento; ou então encontrar um objeto muito procurado quando na verdade agora você não precisa mais dele.

É culpa do ritmo do mundo! Nem sempre posso mudar as coisas apenas com a observação para aproveitar os momentos quando eles resolvem surgir. Nem sempre posso fazer o momento acontecer quando eu quero. Nem sempre é uma questão de sorte. Parece mais ser uma questão de deslocamento de tempo e espaço.
E você? Leu isso no momento certo? Deveria ter lido há uns anos atrás, ou será que teve a sorte de ler antes da hora?


5 legendas adicionais:

o amnésico disse...

Interação. Essa é chave revelada/oculta desta sua reflexão: imagine-se andando pelas ruas da mais populosa metrópole pensando em sua vida, em meio a milhões de outras pessoas que caminham pensando em suas vidas, e todos vocês simultaneamente prestando atenção no que se passa ao redor. Quantas trombadas deixando de acontecer, quantas oportunidades inexistindo, quantos eventos acontecendo ou deixando de acontecer na história de um Universo de repente quase compreensível...

... enquanto isso, a uma película da 11ª dimensão de distância, em outro Universo, você decide não sair às ruas, não pensar nas questões de sua vida enquanto o mundo que se agita ao seu redor toma atitudes que podem ou não ser diferentes das suas. E isso repercute em um outro Universo a uma película da 11ª dimensão de distância, simplesmente por mudar as variáveis probabilísticas da realidade.

E o processo repercute pela película da 11ª dimensão ad infinitum.

Apenas imagine...

***

Bem-vindo de volta, Johnny! Obrigado pela sua presença, que faz observações como essa e motiva viagens a minha!

Grande abraço, amigo!

Paulo Medeiros Borges disse...

Wellcome to the Sabbath!!!! Inteligente volta e uma voz forte para explicar os "meus pensamentos". Estava querendo dizer estas trovas também, mas tinha o mote mas não o verbo.
Obrigado!

Paulo Medeiros Borges disse...

Wellcome to the Sabbath!!!! Inteligente volta e uma voz forte para explicar os "meus pensamentos". Estava querendo dizer estas trovas também, mas tinha o mote mas não o verbo.
Obrigado!

Marcia disse...

Ironic, da Alanis:
" Well life has a funny way of sneaking up on you
When you think everything's okay and everything's going right
And life has a funny way of helping you out when
You think everything's gone wrong and everthing blows up
In your face... "
That's life !
:P

Anônimo disse...
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